top of page
Marllon Kwê
13 de out.
2 min de leitura
O presidente Lula não participou da campanha no Maranhão da forma esperada por integrantes do grupo governista.
O presidente Lula não participou da campanha no Maranhão da forma esperada por integrantes do grupo governista.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), enfrenta uma encruzilhada política no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Enquanto integrantes do PT defendem que ele declare apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliados do governador articulam um caminho diferente: trabalhar nos bastidores em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), como forma de dar uma resposta política ao grupo ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.


A movimentação ocorre após uma das eleições mais tensas da história recente da política maranhense, marcada pelo rompimento entre Brandão e Dino, disputas judiciais e o lançamento da candidatura de Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado, em oposição ao candidato governista Orleans Brandão (MDB).


O desgaste com o PT é um dos principais elementos dessa discussão. Mesmo diante da candidatura de Orleans, o partido manteve Felipe Camarão na disputa, com apoio de Lula. O presidente também não participou da campanha no Maranhão da forma esperada por integrantes do grupo governista.


Outro episódio que aprofundou as divergências foi a disputa em torno da utilização da imagem de Lula durante a campanha estadual. A resistência da candidatura de Camarão ao uso da imagem presidencial pelo grupo de Orleans passou a integrar a relação de queixas políticas entre os antigos aliados.


Além dos conflitos eleitorais, Brandão também tem questionado a atuação de adversários em disputas judiciais. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em setembro, o governador criticou Flávio Dino e levantou dúvidas sobre a participação do ministro em processos envolvendo seu grupo político. As declarações refletem a interpretação de Brandão sobre os conflitos, mas não comprovam interferência indevida do magistrado.


A possibilidade de um movimento em direção a Flávio Bolsonaro não está restrita às conversas reservadas. No dia 8 de outubro, o jornal O Globo, na coluna de Lauro Jardim, revelou que prefeitos aliados de Brandão pressionavam o governador a apoiar o candidato do PL.

Segundo a publicação, o grupo avalia que Lula privilegiou a candidatura de Felipe Camarão, que terminou a disputa estadual com 9,6% dos votos, enquanto Orleans Brandão alcançou 34,7%. Para esses aliados, a postura do presidente representou uma escolha pelo campo político de Flávio Dino


 
 
 

Comentários


bottom of page