
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer superar as divisões políticas no Maranhão e construir uma frente de apoio à sua candidatura no segundo turno das eleições presidenciais. Para isso, a expectativa é de que Gilberto Carvalho, um de seus principais aliados e integrante da coordenação nacional da campanha, desembarque em São Luís ainda nesta semana.
A missão política será dialogar com diferentes lideranças do estado, incluindo o governador Carlos Brandão (sem partido), o senador Weverton Rocha (PDT) e representantes dos partidos que integram ou mantêm proximidade com o campo político de Lula.
Nos bastidores, a orientação atribuída à campanha presidencial é deixar as divergências da eleição estadual em segundo plano e buscar uma composição capaz de reunir os antigos aliados do presidente.
Brandão é um dos principais desafios
Uma das situações mais delicadas envolve o governador Carlos Brandão. O rompimento entre o grupo governista e setores do PT, especialmente os ligados ao vice-governador Felipe Camarão, provocou uma divisão que atravessou toda a campanha eleitoral no Maranhão.
Brandão ainda não anunciou apoio formal a nenhum dos dois candidatos à Presidência neste segundo turno. Até agora, o governador também não demonstrou disposição pública de participar das mobilizações organizadas pela campanha de Lula.
A eventual aproximação dependeria de uma articulação política capaz de superar os desgastes acumulados durante a disputa estadual.
Weverton também está no radar
Outro nome considerado importante nessa tentativa de reunificação é o senador Weverton Rocha. O parlamentar mantém uma relação política histórica com Lula e chegou a participar da organização da campanha petista no Maranhão antes das eleições.
Entretanto, a disputa estadual colocou Weverton ao lado do grupo de Carlos Brandão, que enfrentou o candidato do PT, Felipe Camarão.
Agora, a articulação nacional busca ampliar a participação dessas lideranças na campanha presidencial, independentemente das divergências locais.
Lula quer palanque unido no dia 20
A movimentação ocorre às vésperas da visita do presidente ao Maranhão, anunciada para a próxima terça-feira (20), em São Luís.
O cenário considerado ideal pela campanha petista seria reunir nomes como Carlos Brandão, Eduardo Braide, Felipe Camarão e Weverton Rocha em uma mesma mobilização. Contudo, a possibilidade de uma composição dessa dimensão ainda enfrenta obstáculos políticos.
Braide, governador eleito, tem sinalizado que pretende manter a neutralidade na disputa presidencial. Já Brandão permanece como uma incógnita, enquanto Camarão participa diretamente das articulações pela reeleição de Lula.
A chegada prevista de Gilberto Carvalho poderá representar uma tentativa de reconstruir pontes entre grupos que estiveram em lados opostos durante a eleição estadual.
O desafio da coordenação nacional será transformar o discurso de unidade em compromissos políticos concretos antes da chegada do presidente.
No dia seguinte à visita de Lula, 21 de outubro, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) também deverá cumprir agenda em São Luís, durante o evento denominado “Bloquinho do 22”, na Praça Maria Aragão.
Com a aproximação do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o Maranhão volta a receber atenção das campanhas presidenciais, enquanto as principais lideranças estaduais avaliam seus posicionamentos na disputa nacional.










Comentários